Carta #2 ao Dono do Negócio: Por favor, não me roube!

 

[feature_box style=”8″ only_advanced=”There%20are%20no%20title%20options%20for%20the%20choosen%20style” alignment=”center”]

Prezado Sr. Dono de Negócio,
n
ão sei se isso que vou dizer acontece no seu negócio, mas é sempre bom alertar.

Dia desses fui comprar um pacote de sabão em pó.

E, como minha rotina é muito corrida, acabei não prestando atenção no produto que estava comprando. Muito menos nas letrinhas minúsculas que ficam escondidas na embalagem (e que são as coisas mais importantes a serem lidas).

Não era a primeira vez que eu comprava esse produto, por isso segui o meu “piloto automático” e comprei o mesmo produto como sempre faço.

O preço era o mesmo de meses atrás.

“Uau” – pensei comigo – “essa marca não está aumentando os preços!”

Mas quando cheguei em casa tive uma surpresa desagradável.

Ao colocar o produto do lado de outro que já estava em casa, vi que o produto que eu acabara de comprar tinha menos quantidade do que costumava ter.

E isso me deixou extremamente irritada.

Quer dizer que agora ao invés de aumentar os preços a empresa passa a diminuir o produto?

Eu sei que lucratividade é importante, mas isso é agir de má fé.

E não adianta me dizer que as leis permitem que isso seja feito.

As leis nesse país parecem permitir quase tudo, exceto não pagar pensão alimentícia e sonegação de impostos. O resto parece que tem sempre um jeitinho de burlar, como a gente sempre vê nos noticiários.

O que mais me deixou triste é ver que grandes empresas estão praticando isso.

Diminuíram a quantidade do sabão em pó, o tamanho da pasta de dente…

Como o Sr. acha que eu me sinto?

Traída! Enganada! Feita de boba!

Nunca mais compro aquela marca! Pode ter certeza disso.

E, como as notícias correm pelas redes sociais, farei o meu dever de compartilhar minha história com todos meus amigos do facebook, twitter e ainda resolvi fazer um vídeo no youtube para que mais pessoas fiquem alertas.

Quem ouvir meu depoimento certamente pensará duas vezes antes de comprar esse produto.

Essa não é uma forma ética de tratar os clientes.

Por isso, a minha carta para o Sr. Quero te alertar de uma coisa.

Não caia na tentação de aumentar a sua lucratividade às custas dos seus clientes.

Não procure meios de reduzir seus custos às custas da redução do Valor que seus clientes compram.

O dinheiro que a esmagadora maioria ganha é  muito suado para ser trocado por produtos enganadores.

Evite ampliar o seu discurso de Marketing enquanto diminui o valor que a sua empresa gera.

Aprenda de uma vez por todas que, em tempos de internet, nós clientes estamos com mais poder do que nunca tivemos.

Peço desculpas por essa carta tão longa…
…isso é somente um desabafo de uma pessoa que reconhece o valor dos produtos criados por empresas como a sua, mas que não consegue se imaginar sendo enganada e ficar de boca fechada.

Atenciosamente,
Sua Cliente
[/feature_box]

E você? Concorda com o desabafo do cliente hipotético da carta acima?
Já vivenciou alguma situação dessas?

Deixe seu comentário abaixo e compartilhe seu pensamento (você sabe que eu leio e respondo)!

COMPARTILHAR
Artigo anteriorA melhor estratégia de Marketing.
Próximo artigo5 dicas simples pra turbinar sua produtividade e limpar sua mente
Tinha 13 anos de idade e já trabalhava dando aulas de violão clássico. Nos + de 20 anos seguintes, Rodrigo se graduou em Engenharia pela UNICAMP, fez 2 MBAs em algumas das melhores escolas de negócios do mundo e foi Executivo de Gde Empresas. Aos 29 anos decidiu largar sua carreira porque percebeu que não estava seguindo sua verdadeira missão. Hoje, Rodrigo se dedica a ajudar seus clientes e seguidores a descobrirem quem realmente são, a trabalharem com sua missão de vida, a fazerem o que gostam e a quebrarem as regras que impedem que conquistem sucesso, felicidade, qualidade de vida e, claro, liberdade financeira.

8 COMENTÁRIOS

  1. A primeira vez que me senti enganada de forma tão descarada, foi ao comprar um quebra-cabeça de quase duas mil peças. Queria fazer uma surpresa para meu marido emoldurando-o, uma vez que era a primeira coisa que fazíamos juntos após nosso casamento. Seria um símbolo da nossa união e determinação em enfrentarmos os pequenos obstáculos até tudo estar solucionado. Levamos semanas nos dedicando no encaixe das pequenas peças de que ganhavam forma de uma linha paisagem. Tudo mantido num local especialmente preparado pra isso e guardado com zelo. Para nossa surpresa ao terminarmos faltou uma peça bem no centro do desenho de uma parte que não havia como disfarçar. Por meses tentei contato com a empresa de todas as formas possíveis explicando o ocorridos. Não se dignaram sequer em atender os telefonemas ou responder uma das inúmeras cartas que enviei. Já se passaram vinte sete anos. Continuamos casados enfrentando tudo juntos como no começo. Mas a cada vez que vejo as embalagens dos quebra-cabeças nas lojas, a frustação e revolta se renova porque é ainda a marca mais famosa do ramo. Os anos passaram mas inda hoje sinto o peso do desrespeito. Outras situações semelhantes já aconteceram mas esta tem um gosto amargo.

    • O seu depoimento é uma demonstração clara do quanto é maléfico ao negócio não dar atenção aos clientes, Keila.
      Passaram-se 27 anos e você ainda se lembra desse episódio.
      Muito interessante o seu relato.
      Obrigado por comentar.
      E que sirva de aprendizado para todos que estão empreendendo: respeite sempre o seu cliente.

  2. Ora.. Falta de respeito não? Vamos entrar nos Sac´s.. Quem sabe eles nos dão resposta..

  3. Olá!

    Olha, eu concordo com essa cliente, e também me sinto assim.
    Desde a primeira vez que vi redução na quantidade do produto sem redução do preço, e isso já faz tempo.

    Falta às empresas respeito por seus clientes.

  4. Rodrigo realmente as vezes me sinto como boba e até mesmo sendo enganada quando entro em um mercado e vejo as promoções somente de produtos que estão com datas para vencer em 4 a 7 dias.
    Isso é desleal com os clientes e consumidores.
    Gostei do texto e serve como um alerta aos consumidores.

    • Realmente, Joice.
      O sentimento é muito ruim.
      Mais importante é nos dotarmos da consciência de que sempre temos opção.
      E buscar empresas que realmente se interessam pelo bem dos seus clientes.
      Obrigado pelo comentário.
      Abraços e sucesso!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here