Você tem Sucesso? Então CUIDADO!

Durante um bom tempo atuei como executivo.

E nas grandes empresas que trabalhei, foi co-responsável por alguns projetos que tiveram muito sucesso e impactaram diretamente o bom resultado dessas empresas.

Durante os períodos de “vacas magras” a empresa estava toda engajada em encontrar saídas criativas para reverter a situação.

E eu estava todo satisfeito por ver que a empresa estava realmente ouvindo as pessoas que mais importavam: os CLIENTES!

Infelizmente, quando o quadro mudava a empresa passava a engordar os bolsos esse comportamento mudava…

Logo percebi que quanto mais sucesso e crescimento essas empresas estavam tendo, menos elas ouviam os clientes (embora no discurso isso estivesse mais vivo que nunca) e mais oportunidades elas deixavam passar.

Nos períodos de sucesso, essas empresas se comportavam como um homem que, já saciado em sua fome, passa a deixar comida no prato.

Desperdício!

Acho que é esse tipo de fome que Steve Jobs disse numa cerimônia de formatura em Stanford quando deu um discurso aos formandos,

STAY HUNGRY

Manter a fome é manter aquele fogo interno que nos faz montar um negócio com o intuito de mudar o mundo.

No dia em que montamos um negócio, sentimos fome pela dificuldade que encontramos em todo início…

…então chegamos no dia que pela teimosia, ou pela persistência (ou pelas duas) nos damos conta de que chegamos ao chamado “sucesso” e estamos ganhando um bom dinheiro.

E se nesse dia não percebermos que não há mais aquela “fome” talvez seja o dia em que deixamos de fazer algo realmente memorável e de real valor pros clientes.

Sim, o sucesso pode acomodar. Por isso procure nunca se alimentar dele.

A sua fome não deve ser do sucesso, mas sim da vontade de fazer a diferença na vida dos outros!

Mantenha-se faminto.

O mundo agradece!

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Tinha 13 anos de idade e já trabalhava dando aulas de violão clássico. Nos + de 20 anos seguintes, Rodrigo se graduou em Engenharia pela UNICAMP, fez 2 MBAs em algumas das melhores escolas de negócios do mundo e foi Executivo de Gde Empresas. Aos 29 anos decidiu largar sua carreira porque percebeu que não estava seguindo sua verdadeira missão.
Hoje, Rodrigo se dedica a ajudar seus clientes e seguidores a descobrirem quem realmente são, a trabalharem com sua missão de vida, a fazerem o que gostam e a quebrarem as regras que impedem que conquistem sucesso, felicidade, qualidade de vida e, claro, liberdade financeira.

25 COMENTÁRIOS

  1. Meus parabéns pelo simples e objetivo texto. Muitas vezes imaginamos que essa “zona de conforto ou perca da fome” esteja associada apenas ao fracasso quando nos mantemos parados em determinado estágio dizendo que nada pode ser feito naquela altura do campeonato. Porém seu artigo mostra que esse pensamento está ligado também à casos de sucesso onde nos auto sabotamos com esse pensamento que já estamos satisfeitos e chegamos ao ponto máximo.

  2. Olá,
    Gostei muito do texto. Realmente passei por isso há 02anos. Estava muito bem na profissão, um sucesso relativamente rápido e “do nada” o sucesso foi diminuindo. Percebi que tinha que manter essa fome e sempre dar o meu melhor. Sempre!

    • Espero que esteja conseguindo se recuperar.
      Mais importante é o aprendizado, né Ligia?
      E pelo jeito que você escreve, percebo que saiu transformada por essa experiência. Parabéns.
      Adorei o seu depoimento de caso. Continue compartilhando conosco.
      Abraços

  3. Eu penso que a SOBERBA, um dos 7 pecados capitais, faz parte de todos os seres humanos; lógico que muitos a dominam com mais facilidade, Ghandi, Madre Teresa de Calcutá, Papa João Paulo II, entre muitos outros poucos.
    Temos um exemplo concreto em nosso país – sem querer dirigir críticas a qualquer partido político – o caso do pt quando o Lulla assumiu o governo. Pensaram que o $$$$$$ nunca fosse acabar e que poderiam fazer tudo o que quisessem; copa do mundo, olimpíadas, gastos fabulosos e deu no que deu. O “sucesso”, que para mim está mais para soberba se não for bem administrado, nos embriaga como o álcool, obstrui a visão e embota o raciocínio, de tal forma, que pensamos que será eterno e mais nada precisamos fazer. Mas inúmeros exemplos estão aí para comprovar : Panam, Kodak, Motorola, Ford, GM . Ficaria aqui citando centenas e centenas que quebraram ou perderam um grande percentual de participação de mercado. Isso sem citar grandes nomes de executivos e presidentes de empresas que caíram no ostracismo.
    abs a todos

  4. Sábias palavras Rodrigo, o sucesso nos faz acomodar e esbanjar.
    Precisamos sempre manter nossas simplicidades e determinação para manter a mesma empolgação do inicio de cada projeto seja ele pessoal ou empresarial. Parabéns pela mensagem!

  5. Sábias palavras meu amigo. E para que tenhamos sempre a fome de conhecimento, nada melhor do que ler um texto seu para nos motivar. Precisamos estar sempre atentos as oportunidades, principalmente nos momentos de crise. Eu particularmente sempre tive mais sucesso nestes momentos. Seu texto foi revelador, acredito que nestes momentos a gente presta mais atenção nas “nuances” do mercado e foca mais na necessidade do cliente. Não posso falar por outras empresas, mas por aqui não há crise, crescemos 30% no 1º semestre em relação ao ano anterior. Abraço.

  6. Caramba…. Meu Deus Rodrigo… Isso é filosofia de vida… Então não é só o sucesso… É ajudar sempre as pessoas… Ter “fome” sempre… Que bacana… Isso é um bom motivo para viver…

  7. É exatamente isso, precisamos sempre manter a nossa “fome” por encontrar novas oportunidades diante das dificuldades!!

  8. Gostei muito do que você disse. Acredito piamente em todo conteúdo da mensagem. É disso que é preciso cuidar para manter um sucesso alcançado, num crescendo permanente. Acredito que temos muitas afinidades, apesar da diferença de idade que certamente separa os pensamentos de 2 ou mais gerações. Eu tenho, de idade, 75 anos, mas mantenho espírito ativo, antenado com as novidades, com o mesmo ardor de 57.
    Eu ainda não tenho um Site. Estou construindo um Blog, porém com alguma dificuldade, saindo de uma crise de 7 anos…verdade…7 anos de dificuldade financeira muito sofrida.

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